BR Week

As estratégias de grandes redes para crescer em 2017

As lições de Renner, Raia Drogasil e Magazine Luiza fizeram para crescer durante a crise e as estratégias dessas empresas para este ano 

Por Camila Mendonça

Alguns fatos são incontestáveis. No varejo, um deles é que quem organizou a casa antes da crise, focou em eficiência e reviu processos conseguiu ter resultados – e grandes resultados – mesmo durante a crise. Neste cenário, algumas redes se destacam: Renner, Raia Drogasil e Magazine Luiza, para ficar apenas nas grandes, foram destaque entre os resultados das companhias de capital aberto.

Cada uma delas, em seus segmentos de atuação, evitou o discurso derrotista de “a culpa é da crise” e seguiram firmes em suas estratégias iniciadas bem antes dos indicadores econômicos caírem. O que elas fizeram e qual será o foco de atuação dessas marcas? NOVAREJO elencou as principais estratégias de cada uma delas. Confira.

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1. Magazine Luiza
Ser uma empresa digital com pontos físicos e calor humano. Quando Frederico Trajano disse essa frase em entrevista à NOVAREJO, assim que assumiu a rede de eletroeletrônico, a mensagem não podia ser mais clara: foco no digital. Essa proposta não é de hoje, mas é a que tem feito a companhia crescer.

Em 2016, a companhia conseguiu reverter o prejuízo verificado em 2015 em lucro no ano anterior, de R$ 104,5 milhões. E o e-commerce da rede não para de crescer e representou no quarto trimestre de 2016 26,3% das vendas totais da varejista. No ano passado, a varejista investiu R$ 124,3 milhões, sendo 56% dos investimentos destinados para projetos de tecnologia e logística em função, justamente, da estratégia de transformação digital.

O que esperar para 2017
O digital é a linha condutora de toda a estratégia da companhia. Neste ano, a empresa vai investir ainda mais em multicanalidade, reforçando o sistema de retirar os produtos nas lojas; inclusão digital, a começar pelo quadro de funcionários; digitalização das lojas físicas, com pagamento mobile; e plataforma digital, com marketplace da companhia.

2. Raia Drogasil
A gigante do setor farmacêutico tem surpreendido ano após ano. Ao contrário do varejo em geral, a empresa abriu 212 lojas no ano passado e conseguiu ter um lucro 27% maior. O que a empresa fez: focou na redução de despesas, aumentou o market share, tendo em vista a derrocada de muitos concorrentes, e alinharam de vez a fusão entre as duas marcas.

Durante o ano, a companhia seguiu à risca o plano estratégico criado em 2014, com foco em expansão, formatos, gestão de categorias e CRM.

O que esperar para 2017
Para este ano, a empresa segue com o plano estratégico, e projeta abertura de 200 lojas, ingressando em três novos mercados. A companhia agora pretende expandir o formato da Farmasil, cujo piloto foi concluído. Em gestão de categorias, a companhia quer avançar em beleza e implantar uma nova plataforma de precificação, otimizando preços por mercado com base na elasticidade da demanda. Em CRM, a ideia é investir em multicanal e relançar o programas de fidelidade, a fim de alavancar a personalização com as plataformas da varejista. Tudo isso seguindo a estratégia de olhar qa redução de custos e também o alinhamento cultural dentro da companhia.

3. Renner
Quando o assunto é moda, a companhia tem reinado sozinha em termos de crescimento no País. No ano passado, a empresa aumentou em 8% o lucro líquido e abriu 54 novas lojas. O que a faz crescer ano a ano, segundo os executivos, é a consistência na proposta de valor, construída e alinhada bem antes da crise. A empresa é um case quando o assunto é eficiência: todas as arestas foram aparadas e a governança e transparência na gestão é de décadas.

Segundo a empresa, houve uma atenção maior em relação as despesas operacionais e a gestão comercial. Mesmo com a crise, a Renner não pisou no freio e e acelerou a expansão também para fora do País, indo para o Uruguai.

O que esperar para 2017
Nada além de crescimento. No guideline da empresa está o foco em expansão, mas uma novidade pode chegar ainda neste ano: a companhia conseguiu autorização do Banco Central para a constituição da própria financeira, a “Realize Crédito, Financiamento e Investimento S/A”. A ideia é aumentar a oferta de produtos financeiros da marca.

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