BR Week

O que as lojas precisam fazer em tempos de novos parâmetros?

Especialista em varejo fala sobre o redesenho da loja física e alguns pontos que o setor precisa observar para tornar a operação física relevante em tempos em que as referências são digitais

Por Camila Mendonça

A loja não morreu. Este já é um consenso do setor. Ela precisa, ao contrário, ser redesenhada e operada de outra forma. É que os tempos são outros e os parâmetros agora são digitais.

O fato é que o crescimento do e-commerce e o número cada vez maior de pessoas conectadas torna o setor tornaram a vida do varejo físico mais difícil. A pergunta que fica é como atrair os clientes? Qual será o futuro da loja física?

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“A loja perde tráfego e número de visitas em vários segmentos, mas ela aumenta em intensidade”, afirma Luis Henrique Stockler, presidente da consultoria de varejo ba}Stockler.

Em intensidade o especialista é claro: o varejo precisa entrar de vez na era da experiência. “Ele precisa criar o sentimento de prazer e vivência do ambiente de marca e tem de ser extremo”, diz. “Quando o consumidor sente o prazer pela marca, e pela experiência, ele compra mais”, diz.

É preciso aproveitar o momento do consumidor na loja, porque somente a decisão de se deslocar para ir ao ponto físico precisa valer a pena, explica o especialista.

Passos básicos

Para Stockler a loja agora é o ponto no qual o varejo finca a bandeira. “É o local que consigo trabalhar minha marca, meu posicionamento, o que quero oferecer ao cliente”, afirma.

Em tempos de tecnologia, quem conseguir unir o digital ao físico sai ganhando. Para o especialista, a aposta está em tecnologias que elevem a experiência, como a Realidade Aumentada e a Realidade Virtual.

“As lojas precisam trabalhar a programação visual intensamente. Os ícones da marca, aqueles produtos que são objetos de desejo, precisam aparecer mais intensamente. Tem de ter um áudio e um visual bacana e tudo precisa estar sintonizado ao ‘bit’ da marca”, avalia o especialista.

Além disso, é preciso criar embaixadores da marca – pessoas que de fato acreditam na oferta da marca e trabalham porque acreditam nesse propósito. “A identificação do vendedor com a marca tem de ser extrema”, afirma.

Essas mudanças são básicas para o que vem por aí. Mas é um começo. “É inevitável que a gente olhe para o futuro do varejo brasileiro. A experiência é um caminho sem volta”, diz.

Luis Stockler tem presença confirmada no BR Week 2017. Ele será mediador do painel “Lojas para todos os gostos: novos formatos e novos conceitos que atraem os consumidores e trazem mais resultados”, que acontecerá no segundo dia do Congresso. Não perca! As inscrições já estão abertas!



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