BR Week

O impacto da Expedia, detentora da Trivago, no mercado de turismo

No BR Week, diretor de market management da Expedia fala sobre a relevância de um marketplace na área de turismo, tanto para clientes B2B quanto para B2C

Por Melissa Lulio

Uma bela praia, ou um lugar frio, ou um espaço agradável para ler um livro são ideais para as férias — e o Djavan nada tem a ver com isso. A verdade é que em toda viagem bem realizada existe uma grande e verdadeira experiência. Aliás, esse é o “produto” que mais combina com a ideia de experiência. Contudo, é inquestionável que, nos últimos anos, se tornou mais prático e eficiente planejar a viagem dos sonhos, justamente por causa de algumas empresas.

Um exemplo indispensável disso é o Trivago, serviço do qual a empresa Expedia é detentora. Não por acaso, o diretor de market management dessa companhia, Rodrigo Tavares, foi convidado para apresentar o case do portal no painel O varejo de turismo: uma experiência inovadora de marketplace, do BR Week.

“O mundo já mudou”, comenta Tavares, citando a mudança na conectividade. Porém, como ele ressalta, o principal destaque é o aumento do número de smartphones. “Porém, algumas coisas não mudaram: os clientes têm expectativas”, diz. “O cliente quer ganhar tempo, precisa de soluções de problemas e querem ter uma boa experiência”. O sucesso, portanto, é das empresas que conseguem atender a todos esses pontos.

Nesse sentido, ele aponta que o modelo de marketplace permite uma entrega de qualidade tanto para o B2B quanto para o B2C. “O marketplace é focado em facilitar o relacionamento”, comenta. E é justamente nessa área que a Trivago atua. “O mercado de turismo movimentou U$ 1,3 trilhão em 2016”, afirma. E, apesar de estarmos em um cenário online, ele destaca que o mercado de turismo ainda é muito offline. Contudo, houve algum crescimento: entre 2015 e 2017 o marketshare do turismo online passou de 29% a 34%.

“A Expedia quer fazer parcerias com diversos players de turismo”, conta. A ideia, ousada, é criar um ecossistema de turismo. E isso já acontece em partes: a empresa une o mundo todo e, de acordo com Tavares, é comum que pessoas utilizem as ferramentas a partir de um continente, considerando um passeio à outro lado do mundo.

Apesar de ser responsável pelo famoso Trivago, a empresa também oferece ferramentas que tornam mais fácil o relacionamento entre as empresas e os consumidores – dois clientes da Expedia. “Nossa missão é revolucionar o turismo pela tecnologia”, explica. “O chatbot precisa tirar demanda para que o humano possa fortalecer a conexão com os consumidores”. Dessa forma, ele aponta que o H2H – human to human – é mais importante do que o B2B e o B2C.

Olhando para dentro

Quando se trata do público brasileiro, Tavares destaca que por mais que falta muito no Brasil – em infraestrutura, por exemplo -, o mercado doméstico é um grande mercado para o turismo. “Hoje, o Brasil se sustenta por meio de pousadinhas quando o assunto é turismo”, explica. “Esse é o maior mercado que o brasil tem a oferecer e estamos olhando para isso, pois esse empreendedor não conhece marketplaces, por exemplo”.
Esse, portanto, é um desafio sem igual.



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