BR Week

A experiência precisa ser o foco do seu restaurante

Para diretor da Cia. Tradicional de Comércio, tratar bem o seu consumidor até quando ele não está em seu restaurante é fundamental para o sucesso do negócio

Por André Jankavski

Você não volta para um lugar onde foi mal tratado, certo? Especialmente se for um bar ou restaurante. Afinal, com tantas opções para se testar e experimentar, não faz nenhum sentido ficar em um lugar que não te deixa feliz. Esse foi o ponto mais lembrado por Vinícius Abramides, diretor de operações e marcas da da Cia. Tradicional de Comércio, em sua palestra na BR Week 2017, na terça-feira (26).

“Experiência tem que ser vista como todos os momentos em que o cliente tem com a marca”, diz ele. “Desde a cerveja que pede no bar até a forma como ele é impactado ao passar em frente ao estabelecimento.”

A Cia. Tradicional do Comércio possui algumas das marcas mais desejadas pelo paulistano no segmento de food service. A Pizzaria Braz, por exemplo, é considerada uma das melhores de São Paulo. Bares como Pirajá e o Original também seguem a mesma linha.

Para Abramides, isso só é possível pelo constante trabalho de engajamento que a companhia realiza todos os dias.

Segundo o executivo, as empresas precisam “se colocar nos sapatos” do seu cliente. É uma pergunta básica: o que eu gostaria que fizessem por mim? Ou seja, o primeiro ponto é trazer um produto ou serviço que seja inesquecível para o consumidor. Positivamente, é claro.

“As pessoas precisam perceber um valor maior naquilo, mesmo que seja simples”, afirma ele. “Porém, um simples bem feito.”

Em busca de um novo consumidor

Um exemplo citado por ele é o lançamento de um novo braço de sua marca Braz. Na última segunda-feira (26), foi lançada a Braz Elétrica. A ideia é trazer a experiência da pizzaria em uma outra oportunidade de consumo.

Com um ticket médio menor e outro conceito, a pizza foi feita para se comer na mão, como é muito visto em países como os Estados Unidos. A massa foi alterada, assim como o recheio é menos farto, para se adequar a forma de consumo.

“Não é porque criamos algo mais barato que é pior do que o outro produto ou serviço”, diz o executivo. “Estamos criando uma nova forma de consumo para o nosso cliente, que é algo mais rápido, e ainda atraindo outros perfis para experimentarem a nossa pizza.”

Para finalizar, Abramides faz questão de lembrar de que o empresário não pode esquecer do relacionamento após o fim do consumo. Afinal, o cliente não quer se sentir usado e nem ignorado simplesmente porque parou de comprar.

“O consumidor tem que sair do ambiente lembrando como foi bem tratado”, diz o diretor. “E se conseguir, mande uma lembrança para a casa dele.” Experiência em primeiro lugar.



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