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People Scope: a ferramenta para quem precisa conhecer o cliente

Ruy Euduvale Torres, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, falou sobre o uso da ferramenta People Scope em benefício das empresas. Entenda

Por Melissa Lulio

Imagine uma ferramenta que reúne informações de alguns dos mais importantes institutos do Brasil. Agora, pense em uma tecnologia que permita o cruzamento desses dados com foco em um objetivo específico. Essa ideia foi colocada em prática no People Scope, que reúne informações do SPC e pesquisas do Target Group Index, Censo e da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD).

A ferramenta é resultado de um mapeamento de todo o Brasil, feito em 13 macrossegmentos, com 42 segmentos populacionais. Não por acaso, esses dados podem colaborar com o conhecimento que as empresas possuem de seus clientes. Esse foi o assunto do painel “Uso do people scope para avaliação de abertura ou mudança de lojas”, apresentado por Ruy Euduvale Torres, head de inteligência de negócios da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Sobre o Mackenzie, ele comenta que o mercado de ensino apresentou crescimento até 2014. Contudo, entre esse ano e 2016, houve uma queda, devido à falta de oferta do FIES e à crise. Para combater esse cenário, ele destaca que o Mackenzie está trabalhando para trabalhar em um novas formas de desenvolvimento de produto, além de buscar novos mercados.

Para isso, a empresa criou uma espiral que envolve estratégia e operação, constantemente revendo a própria estratégia e atualizando a operação. Nesse sentido, ele afirma que a empresa precisa considerar que, por exemplo, nem todas as pessoas que têm renda para pagar uma faculdade são o público do Mackenzie. Por isso, ele utiliza o People Scope para olhar para cada um dos alunos e enxergar a possibilidade de recompra – da possibilidade de passagem de graduação para uma pós graduação, por exemplo.

Além disso, a ferramenta permite descobrir onde a empresa pode encontrar um novo local para estabelecer sua atuação. “Quando falamos em P&D, conseguimos identificar quem é o aluno que sai da faculdade e por que ele o faz”, explica. “Conseguimos identificar esse padrão, que afeta o nosso negócio”.

No caso de abertura de mercado, ele conta que a empresa buscou pelo Brasil locais semelhantes aos pontos onde o Mackenzie já está localizado. “O People Scope, nessa perspectiva, nos ajuda a encontrar bairros e quadras onde devemos abrir uma unidade”, diz. “A vantagem é que, de São Paulo, conseguimos ver o Brasil todo e saber como são todos os locais”.



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