BR Week

Peter Kronstrøm traz as megatendências para o varejo

Em sua apresentação no BR Week, o futurista apontou o que vem transformando o cenário do varejo no Brasil e no mundo.

Por Gabriella Sandoval

“Os americanos vão dialogar conosco quando os Estados Unidos tiverem um presidente negro e existir um papa latino-americano no mundo”. A frase, dita por Fidel Castro em 1973, foi usada pelo futurista Peter Kronstrøm, head do Copenhagen Institute for Futures Studies Latin America na abertura do seu painel no BR Week. Para o especialista, é hora de as pessoas entenderem que o futuro é agora.

Em sua apresentação “Tendências para o varejo na era da experiência” Kronstrøm explicou que, ao contrário das tendências, que são efêmeras, as megatendências podem durar 10, 15 ou até mesmo 20 anos. Eis as principais que, de acordo com o futurista, estão mudando o cenário do varejo:

  • Sociedade em rede
  • Desenvolvimento demográfico
  • Foco em saúde
  • Polarização
  • Globalização
  • Comercialização
  • Individualização
  • Crescimento econômico
  • Sustentabilidade
  • Sociedade do conhecimento
  • Imaterialização
  • Democratização
  • Aceleração e complexidade
  • Desenvolvimento tecnológico

“As mudanças acontecem em um ritmo muito acelerado”, disse Kronstrøm. O telefone, diz ele, levou 75 anos para atingir 50 milhões de pessoas. Quer saber em quanto tempo o Facebook fez isso? Em três anos e meio, enquanto o Pokémon Go não precisou mais do que 24 horas. Outra tendência apontada foi a realidade aumentada, usada por marcas como Ikea para que o cliente possa ter uma visão mais realista de como o mobiliário ficaria na casa do cliente.

Os esforços para tornar a marca relevante para o consumidor foi mais um ponto levantado, especialmente num momento em que as pessoas são impactadas por milhares de anúncios por dia e o uso dos adblocks só cresce. Eles saltaram de 21 milhões em 2010 para 198 milhões em 2015. E quer saber quem mais bloqueia anúncios? Os millennials, claro. Eles representam mais de a metade dos usuários. “O valor está no relacionamento. A maior parte das empresas diz que oferece experiência, mas na verdade apenas vende produtos”, diz Kronstrøm.

O especialista também prevê que, no futuro, ao invés de criar a própria história, as marcas terão que ser capazes de deixar o consumidor “orquestrar” o próprio caminho. “E digo mais: no futuro, todos deverão ser empreendedores”, disse Kronstrøm. “Só assim será possível se tornar protagonista do futuro e não vítima dele”.

Confira aqui a cobertura completa do BR Week.



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