BR Week

A KPMG alerta: pense como uma startup

A pesquisa Top of Mind da consultoria ouviu, este ano, mais de 500 executivos de 31 diferentes países. Brasil é o segundo em número de respondentes.


Por Gabriella Sandoval

A pesquisa Global Consumer Executive Top of Mind da consultoria KPMG chega ao seu quinto ano com um tema que soa como alerta: “Think like a start-up – How to grow in a disruptive market” (Pense como uma startup – Como crescer em um mercado disruptivo). A partir de entrevistas feitas com 526 executivos (25% deles CEOs ou presidentes) entre março e abril deste ano, o levantamento mostra que 35% dos entrevistados tiveram crescimento de 6% ou mais no último ano.

“Essa é uma boa notícia para eles”, diz Willy Kruh, global chair consumer & retail da KPMG International. “Mas para que fabricantes e revendedores em todo o mundo alcancem melhores resultados, o segredo é entender que o crescimento é muito mais uma mudança de mentalidade do que uma condição de mercado”. O especialista recomenda que as empresas usem cada vez mais dados e análises para entender seus consumidores. “Companhias que inovam e que, de fato, entendem seus funcionários e consumidores millennials serão mais bem sucedidas, não importa se são jovens ou velhas, grandes ou pequenas”, diz Kruh.

De acordo com a pesquisa, as empresas do setor de bens de serviço e varejo que mais crescem têm quatro coisas em comum:

  • 36% delas colocam a confiança do consumidor e a lealdade como prioridade número 1
  • 43% têm sua cadeia de suprimento totalmente integrada
  • 69% estão usando o big data e o analytics para prever o comportamento e as preferências do consumidor
  • 39% acreditam que a competição de novos participantes trará a maior disruptura da indústria

“Todos esses fatores ainda são um desafio para o varejo brasileiro”, disse Marcus Vinícius Gonçalves, sócio do setor de varejo da KPMG durante o BR Week, evento no qual foram apresentados alguns recortes da pesquisa. Veja outros insights do levantamento e a opinião de líderes sobre a disruptura dos seus mercados:

  • Apesar de 33% dos entrevistados terem a lealdade e a confiança como prioridade, 39% deles admitem que quando tentam customizar a experiência, a capacidade da empresa deixa a desejar
  • Os consumidores estão mais propensos a prestar atenção nos influenciadores e nas mídias sociais (82% dizem que seguiriam este tipo de recomendação)
  • 56% dos entrevistados dizem que, nos próximos dois anos, pretendem ter mais de a metade da cadeia de suprimento integrada
  • Apesar de quatro em cada dez empresas dizerem que usam a Inteligência artificial para melhorar o serviço ao cliente, para a maior parte delas a compra online ainda está longe de ser “frictionless”, ou seja, sem atritos

A palavra dos CEOs
“Uma criança na Califórnia irá, provavelmente, sonhar com uma tecnologia disruptiva que ainda não tenhamos pensado”
Mike Coupe, CEO da rede de supermercados Sainsburry

“O segredo é ter uma empresa de 10 bilhões de dólares e fazer parecer com uma marca de 10 milhões de dólares”
Greg Creed, CEO da Yum! Brands

“Criar valor por meio da digitalização é uma oportunidade histórica”
Olaf Koch, CEO do consórcio atacadista Metro AG

“Somos disruptivos com a gente mesmo. A L´oreal ainda tem um espírito de start-up. Não há tabus”
Alexis Perakis-Valat, presidente de produtos da L´oreal

“Se a sua empresa não está envolvida em um e-commerce, ela não existe”
Roberto Meir, CEO do Grupo Padrão

“Para entender de disrupção venha para a China”
Christoph Zinke, head de estratégia da KPMG na Ásia

Confira a pesquisa completa em kpmg.com/cmsurvey



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