BR Week

O que as empresas podem aprender com as iguanas?

A diferença entre empresas iguanas e humanas, segundo Graziela di Giorgi, cofundadora da Opt-Inn. Entenda o que isso tem a ver com inovação

Por Melissa Lulio

Graziela di Giorgi, cofundadora da Opt-Inn, veio ao BR Week contar e ensinar sobre inovação. A experiência dela passa pela produção de um livro: O Efeito Iguana. O nome surge de uma semelhança entre empresas que não inovam e cérebros reptilianos: ambos são autocentrados e têm medo de agir pensando a longo prazo. As “empresas iguanas” vivem em torno do medo do erro, do medo do risco, na busca pela resposta imediata.

As “empresas iguanas” são opostas às “empresas humanas”. Estas, ao contrário daquelas, tem capacidade de enxergar a longo prazo, são empáticas, visionárias, autênticas.

A partir disso, Grazi afirma que o motivo pelo qual uma empresa faz algo é mais importante do que aquilo ela faz. Como exemplo, cita a Red Bull – que tem um propósito mais claro do que os próprios produtos. Nesse sentido, ela destaca também que fazer é mais importante do que falar. Ou seja, é preciso colocar o propósito em prática. O exemplo, nesse caso, é a Patagônia que tem um caminhão que percorre os EUA buscando roupas gastas e estragadas com o intuito de refazê-las.

Valor > Lucro

Outro ponto que destaca é que valor não é o mesmo que lucro. “A Amazon é um exemplo, porque investe em tecnologia de ponta para gerar valor para o cliente, indo além do possível para ter uma experiência perfeita”, explica. “Ela passou de livraria para concorrente da Netflix”. E como a Netflix atua? Buscando satisfazer as necessidades do cliente.

Necessidade > Lucro

“Necessidade-alvo” é um outro termo que Grazi sustenta como fundamental para as empresas que não são iguanas. “Qual é o público alvo do iPhone?”, pergunta. A resposta é clara: ele não existe. Ao contrário, existe a “necessidade-alvo” que, no caso, são demandas que podem ser preenchidas por apps.

Acesso > Posse

O acesso também é maior que a posse. Exemplo mais claro disso é a furadeira – um produto que é usado muito raramente, ou seja, não é preciso tê-lo. O streaming, por sua vez, é um exemplo do acesso que foi substituído pela posse do CD.

Serviço > Produto

Ao mesmo tempo, o serviço se torna mais importante que um produto. A Nike, por exemplo, deixou de apernas oferecer tênis e passou a desenvolver serviços como o app que avalia a corrida do cliente.

Diferenças entre startups e empresas tradicionais

Grazi apresenta duas pirâmides que diferenciam o mindset de empresas diferentes. No mindset que deve ser um aprendizado para as empresas iguanas (à direita), percebe-se que as pessoas não são uma questão segundária, mas uma preocupação básica, fundamental.

 

Workshop

Fábio Amado, cofundador da Opt-Inn, propõe aos participantes do workshop o desafio da empatia. A ideia é que as pessoas se coloquem na condição de cliente dentro de uma loja.

Há quatro grupos na sala. Então, é feita uma divisão de quatro perfis de consumidor. A partir disso, os grupos identificaram características de cada persona. Com isso, todos aprenderam sobre tipos de comportamento.



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