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O varejo na era da inteligência artificial

No início eram dados, que foram analisados e se transformaram em big data. Agora, essa imensidão de informações é o ponto de partida da era da inteligência artificial

Por Ivan Ventura

A inteligência artificial realmente desembarcou no mundo do varejista –  e essa não é mais uma história de sucesso de alguma empresa americana. Esse tipo de tecnologia já vem sendo aplicada em loja no Brasil, no caso pelo Magazine Luiza. Esse foi o ponto central do painel “O incrível valor dos dados no varejo. Inteligência além da performance”.

Jose Meichert, head industry retail do Google, deu início a palestra falando dados em sua forma mais primaria. Antes, o varejista guardava informações sobre clientes em uma caderneta, tais como telefone, nome e preferências daquela pessoa. O Google potencializou essa ideia a partir das interações digitais. “Quando falamos de dados falamos de conhecer o seu cliente. É exatamente o fazia aquela senhora que comandava a vendinha da esquina”, explica.
Mas os dados não necessariamente representam o ponto de partida para a revolução de dados em curso. O responsável por toda essa mudança foi a evolução da capacidade de processamento desses dados. “Sem dúvida, esse foi a grande mudança nos últimos anos”.

Esses dados começaram a ser gerados em um desktop, mas isso mudou com o smartphone. Consumidores buscavam informações via mobile e esse comportamento fez o Google se transformar em 2015: a empresa mudou o seu posicionamento para mobile first. Ou seja, a empresa passou a direcionar os seus esforços para celular.
Mas a geração de dados não parou por aí. Uma quantidade imensa de dados foi gerada, o que criou a necessidade de automação desse processo. Uma máquina, no caso.

Com o aprimoramento dos processamentos de dados, a empresa entendeu que era preciso aprimorar esse processamento. Então, surgiu a inteligencia artificial. E isso resultou em outra transformação no Google: o I.A First.
O Google construiu a sua inteligência artificial, que pode ser testada no aplicativo da empresa Allo. Mais do que isso, o Google passou a oferecer a sua plataforma de I.A para empresas e sem custos. E um dos seus parceiros foi o Magazine Luiza.

Paulo Ramazza, head de analytics e customer insight do Magazine Luiza, buscou melhorar o seu desempenho de clientes e conversão. Para isso, usou a I.A para criar uma lista com algumas semelhanças com os melhores (e já conhecidos) clientes do varejista. “A inteligência buscou audiências similares e o resultado foi expressivo. Trouxemos pessoas parecidas com os nossos consumidores e alguns deles realmente consumiram nossos produtos”, afirma.

Outro exemplo de I.A do Google a serviço do Magazine Luiza foi a missão de impulsionar o aplicativo do varejista. “O Magazine tinha uma meta de download, mas o investimento era baixo. Assim, procuramos o Google, que nos ofereceu uma tecnologia de machine learning que pudesse divulgar o nosso aplicativo no canal certo, ou seja, justamente aquele com o melhor desempenho. Mais do que alcançar a nossa meta, tivemos uma redução no custo de 30%”, afirma.



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