Como a Amaro revolucionou o omnichannel no Brasil

Conceito difícil de tirar do papel no varejo, o omnichannel encontrou seu caminho no Brasil com o modelo de negócio proposto pela Amaro

 

Por Leonardo Pinto

A loja já chama atenção por si só. Sem vitrines, um grande espaço disposto e com quatro monitores de alta tecnológia, a Amaro tem um dos modelos de negócio que mais chamam atenção no varejo brasileiro, tornando-se exemplo de uma operação efetivamente omnichannel no mercado nacional.

Chamadas de guide shops, nas lojas da marca a cliente não sai com nenhuma sacola e, portanto, nenhum produto. Isso pode causar certo estranhamento, ansiedade, mas a Amaro, além de apostar em um novo conceito de comodidade para receber o produto em casa, pensou em um modelo financeiramente benéfico.

Experiência

As lojas não têm estoque. As peças com maior relevância são penduradas nas araras e a consumidora pode escolher uma e provar no local. Dentro do provador, há um tablet onde é possível ver o look no corpo de uma modelo, com fotos e vídeos e até uma ferramenta que ajuda a mulher              a encontrar o tamanho certo, com dicas de medida.

Com a roupa escolhida, a compra é feita como se fosse uma extensão do e-commerce na própria loja, o que dá a opção de experimentar rapidamente a peça e fazer o pedido pelo celular no caminho de volta ou mesmo sentada no sofá.

A partir de um modelo de negócios chamado direct-to-consumer, a Amaro produz suas próprias roupas, o que torna seu preço competitivo, apesar de toda a tecnologia da loja e da facilidade da compra. São mais de 10 mil novos produtos por ano, com novidades a cada semana, segundo o head de Consumer Experience da Amaro, Wellington José.

Logística

Uma das opções Pick Up In-Store, que permite com que o cliente compre pelo site e retire o pedido em até dois dias úteis em uma das lojas.

Agora, se ele quiser receber os produtos em casa, a empresa oferece várias opções de frete, entre elas a entrega express, feita em até 2h30. A Amaro já teve um recorde de entrega de apenas 24 minutos.

A marca também investe bastante em atendimento humano, a inovação não é só tecnológica. Batizado de Costumer Hapiness, o chat da empresa é um ponto crucial no pós-venda ou para qualquer dúvida levantada. Além de treinamentos constantes, os atendentes têm acesso ao perfil de compra de cada uma das consumidoras e oferecem uma espécie de consultoria de vendas. “Não pode faltar o toque humano para a experiência ser completa”, afirma Wellington José.